domingo, 5 de setembro de 2010

...constant knot.

Olhe para mim, você não me enxerga mais. Queria eu, poder olhar pra ti, mas tenho medo de ver no que você se transformou. Ou quem sabe estivesse sempre ali, mascarado nas palavras doces.
Nas fotos só sombras e vultos do que já não lembramos mais. Nas folhas, versos inacabados de uma melodia cheia de falhas. Na nossa história, linhas apagadas, algumas rabiscadas, refeitas a mão milhares de vezes, em nenhuma das vezes acertamos.
Talvez tenha chegado o dia no qual sempre temi. Talvez entre aquelas tais palavras doces, agora só exista uma brecha do que já se foi, exatamente escrito e contido no passado, num no qual não se pode mais tocar. Já está na hora de arrancar suas páginas fora e recomeçar.

Hey, um pouco de amnésia por favor?

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