
É horrivel a sensação que a sua vida vive em torno de outro alguém. Que todo seu ar é sugado "ruindozamente" de seus pulmões quando esse outro alguém se vai. Você acaba rezando pra que ele volte, como das outras vezes, que perceba, o que sempre percebo quando estamos a milhas de distância. Os músculos aparentam pesar algo a mais, o ar parece mais frio ao tocar a pele, as cores parecem tão sem vida, tudo se resumindo ao preto e branco, ou que o céu se tornou acinzentado perto do sol vibrante.
É horrivel admitir estranha fraqueza, a estranha necessidade de atenção e carinho. É estranho saber que isso pode derrubar até a pessoa mais sensata e mais realista. Você entra em contato com o que há de pior dentro de si mesmo. Entre as lágrimas, entre as noites mal dormidas, entre o café frio em cima da mesa e inúmeras reviravoltas por dentro, de seu estômago, ou de seu coração sendo esmagado pela simples lembrança do que foi. Você quer correr, sumir da sua vida por miseras horas e esperar loucamente que na volta, esse outro alguém esteja lá, te esperando e dizendo que sentiu aquelas mesmas coisas que foram sentidas por ti.
(...) O que quase sempre acaba sendo verdade. Sensações e sentimentos não mudam, nunca mudam, só muda a dose dada a cada um. Mas não se pode fugir da loucura que é se apaixonar, nem dá-la sentido. Só senti-la acaba sendo suficiente.
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