sábado, 11 de fevereiro de 2012

"Born to die"


 "Há um motivo para dizer que eu seria mais feliz sozinha. 
Não foi porque eu pensei que seria mais feliz sozinha. 
Foi porque eu pensei que se eu amasse alguém... 
E depois acabasse... 
Talvez eu não conseguisse sobreviver. 
É mais fácil ficar sozinho. 
Porque, e se você descobrir que precisa de amor? E depois você não o tem... 
E se você gostar? 
E depender dele? 
E se você modelar a sua vida em torno dele? 
E então... Ele acaba. Você consegue sobreviver a essa dor?  
Perder um amor é como perder um órgão
É como morrer. 
A única diferença é... 
A morte termina. Isso... Pode continuar para sempre."

(Meredith Grey)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

I(we)'ll find a way...


Qual a pior decepção que você teve? A pior coisa que ouviu e se amaldiçoou em cada segundo? Qual a pior verdade, que nunca desejou saber? Quando destruíram teus sonhos? Quando destruíram tudo em ti que você mais se orgulhava? Quantas vezes pediram demais de você, e desesperadamente você tentou dá o que pediam? Quantas vezes souberam que você era vulnerável diante de alguma situação e fingiram não se importar? Quantas pessoas machucaram você? Iludiram você? Prometeram e sumiram? Prometeram e não deram valor a nenhuma das coisas prometidas?

Você tem seus princípios, suas opiniões, seus sentimentos. Mas sempre haverá alguém pra menosprezar isso. Pra dizer que não é bom suficiente, que não é forte suficiente, que é uma besteira. Ninguém é feliz com o que tem, e nunca serão. Acha que é forte suficiente pra isso?

quarta-feira, 23 de março de 2011

...forgive me.


Enquanto a voz se negava todos os dias a mencionar o motivo que a inquietava, seus olhos denunciavam todo o vazio dentro de si. Enquanto negava-se a ter esperanças, toda nova descoberta a machucava. Enquanto enxugava suas (agora) raras lágrimas na toalha, tentando convencer a si mesma que a tristeza iria embora com a àgua, sua alma suplicava por simples atos de saudades. Enquanto o sono desaparecia e o relógio apontava cada vez mais tarde, a vontade de se camuflar na cama até o fim dos dias clamava ainda mais forte. Enquanto ela reunia forças pra dizer "Tudo bem" e levantar todo dia para seguir a diante, todo dia ela parecia cada vez mais distante de ser ela mesma.

É possivel voltar a sorrir quando você nomea outro alguém como dono da sua felicidade?

O tempo ameaçando torna-se seu pior inimigo. Quem tivesse a coragem de lhe dizer que o tempo a curaria, não deveria sequer imaginar quanto tempo ela estava perdendo tentando esquecer, tentando não sofrer, tentando se levantar e muitas vezes caindo de novo ao sentir a falta dele. Principalmente tentando aceitar todas as respostas de suas próprias dúvidas. E não... Tempo não cura, apenas adormece.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Com o coração aberto...


"Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa. A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias. Impossível saber o que a vida pode nos trazer a qualquer instante, não há como adivinhar se fugirmos do contato com ela, se não abrirmos a porta. Não há como adivinhar e, se é isso que nos assusta tanto, é isso também que nos motiva.

É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma. Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos. Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas. Como bem disse Virginia Woolf, “não se pode ter paz evitando a vida."

- Ana Jácomo

domingo, 2 de janeiro de 2011

As much as I ever could...



Sábios são aqueles que fazem de sua dor uma obra de arte.
Aos imcompreendidos que lotam esse mundo de boas dolorosas músicas e lindos marcantes textos.
Os que raramente sabem seus reais significados até que... A realidade bate na sua própria porta, enchendo sua alma de fatos dolorosos e surreais. Vivenciando uma melodia.
Sábios são aqueles que transformam seus medos em algo admiravel.
Abrindo portas e janelas de emergências aos que virão usurpar sua pequena grande dor, para assim dizer: “Você, meu caro, não está sozinho nessa”.
Eu não estou sozinha...
Aos com seus espiritos perturbados, lotados de pequenas cicatrizes. 
Aos que amaram, se feriram e se viram rastejando-se no chão à procura de um meio alternativo de escapar de uma morte lenta e sofrida.
Aos pesadelos que teimam em brincar com seus temores. Felizes ao se fazerem lembrados.
A dor que ainda perambula tão firme e segura de si em seu inconsciente. Aos poucos fazendo-se entender que não há nenhum meio simples de afogar tanta angustia, nem mesmo de escapar de você mesmo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sensibilidade...


“Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido. Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.”


- Ana Jácomo

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Da intensidade...


"Que a minha intensidade não me impeça de respirar vezenquando, pois suspiro o tempo todo pra encontrar espaço nesse peito que já nem se cabe. Que essas explosões de vida, de beleza e dor me permitam ao menos, por alguns momentos, absorvê-las com tranqüilidade: para que eu consiga dormir sem ter de chorar ou gargalhar até a exaustão, pois sinto falta de apenas lacrimejar ou sorrir sem contrações, descontraída. Que a felicidade não me doa sempre e tanto, a ponto de assustar. Que haja alguma suavidade nos meus olhos diante do cotidiano e que eu não me emocione exageradamente com esta delicadeza. Que eu possa contemplar o mar sem que ele me afogue por completo. Que eu possa olhar o céu imenso e que isso não me aniquile por lucidez extrema. E que quando eu escrever um texto, ao ser publicado, assim, despido de qualquer revisão emocional, dotado apenas da intuição que me foi dada, que encontre a fonte precisa que agasalhe a palavra “palavra”. Que eu não viva só em caixa alta, com esses gritos que arranham silêncios e desgovernam melodias. Que eu saiba dizer sem que isso me machuque demais. Que eu saiba calar sem que isso me provoque uma tagarelice interna inquieta. Que eu possa saber dessa música apenas que ela se comunica com algo em mim, nada mais. Que eu possa morrer de amor e, ainda sim, ser discreta. Que eu possa sentir tristeza sem que ela se aposse de toda a minha alegria. E que, se um dia eu for abandonada pelo amor, não deixe que esse abandono seja para sempre uma companhia."

- Marla de Queiroz